Está faltando gasolina nos postos da Paraíba. O suposto atraso
na chegada de dois navios cargueiros que vêm de bases petrolíferas
comprometeu o abastecimento nos postos que não têm bandeira, ou seja,
que não têm uma exclusividade sobre quem distribui combustível, como BR,
Ipiranga, Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil. O Sindicato do
Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da
Paraíba (Sindipetro) informou que as distribuidoras estão priorizando os
postos que têm bandeira e informaram que a situação só deve se
normalizar na próxima semana, com a chegada nos navios.
O fato é que, como se não bastassem os aumentos sucessivos de preços,
esta semana surgiram denúncias por parte de donos de postos de que
faltaria combustível, já que as distribuidoras estavam lhes cobrando
mais caro pelo fornecimento do produto. E agora nem isso. A prioridade
são os postos com bandeira.
Nessa guerra de mercado, o consumidor é quem sai perdendo com a
redução da concorrência entre as empresas. Há empresários, por exemplo,
que têm um único posto, e outros que têm uma rede, com dez ou quinze
postos, e são estes que obtém os melhores preços junto às
distribuidoras, e que ditam as regras e os preços ao consumidor. No
bairro dos Bancários, por exemplo, quase todos os postos são de um
empresário só.
Em Guarabira, neste sábado (26), em alguns postos os consumidores não
encontraram gasolina. Com a falta do combustível, proprietários de
postos elevaram os preços e o menor valor da gasolina está a R$ 3,79, no
Posto Shekinah, em frente ao terminal rodoviário estadual.
Portal25horas