Segundo a secretária de Educação Verônica Bezerra de Araújo, não houve
notificação formal por parte do Sintab à Secretaria, que disse ter
tomado conhecimento do resultado da assembleia através da imprensa. Ela
disse ainda que houve pelo menos três reuniões com o sindicato este ano e
que o diálogo vinha sendo mantido. No entanto, Napoleão Maracajá
discorda e espera que a "prefeitura convoque os servidores para iniciar
um diálogo".
"Está havendo uma certa desinformação quanto às propostas da Educação. A
secretaria está tratando tudo com a maior responsabilidade, greve é
momento último de extrema tensão e em Campina Grande não está havendo
isso", afirmou a secretária. De acordo com ela, prefeito concedeu aos
professores 10% de reajuste reatroativo e foram negociados todos os
salários atrasados, "dívidas que eram da gestão anterior".
Após as discussões realizadas em assembleia geral dos servidores da
Secretaria de Educação de Campina Grande, no dia 15, ficou decidida uma
greve geral a partir desta segunda-feira. Segundo o sindicato, existe
atraso no pagamento de horas extras, proibição de dobra de carga horária
dos professores, problemas não solucionados no pagamento do piso
salarial do magistério.
“Faltam servidores nas creches, em muitas outras unidades faltam
materiais de trabalho e isso dificulta as atividades dos servidores. Os
vigias cansaram de esperar as promessas de pagamento das horas extras, e
até agora não foi feito nada", disse o presidente do Sintab.
Por Jean Ganso, Com G1 Pb