Empresários estão oferecendo R$ 20 mil por informações que ajudem a
solucionar o desaparecimento das estudantes Rebeca Cristina e Fernanda
Ellen. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (14) pelo secretário de
Segurança Pública da Paraíba, Cláudio Lima.
Rebeca Cristina, de 15 anos, foi estuprada e morta em julho de 2011. O
corpo da garota foi encontrado em uma matagal em Jacarapé. Até hoje a
polícia não conseguiu identificar o autor do crime. Já Fernanda Ellen,
de 11 anos, desapareceu no dia 7 de janeiro deste ano no bairro Alto do
Mateus. A família da garota não tem informações sobre o paradeiro da
estudante.
Sobre as recompensas de R$ 10 mil para cada um dos casos
solucionados, o secretário explicou que a quantia só será paga quando a
polícia receber informações que elucidem os casos. Os informantes podem
ligar para os telefones 197 e também (83) 3213-9003. A quantia de R$ 20
mil está sendo paga por empresários que não tiveram seus nomes
revelados.
A mãe da estudante Rebeca Cristina, Tereza Cristina,
disse que está confiante. “É uma luz no fim do túnel. Quem sabe se assim
a pessoa que viu, por conta dos R$ 10 mil, vai querer dar informação.
Eu confio na capacidade da polícia. Porque a polícia é que vai
investigar se tem fundamento as informações que serão repassadas. Espero
que pelo menos uma das denúncias seja verdadeira e que leve até o
assassino”, disse Tereza Cristina.
Já o pai de Fernanda Ellen, Fábio Júnior de Oliveira, disse que não
estava sabendo da iniciativa dos empresários, mas que acredita no
desfecho do caso. “Com certeza dá para ter mais esperança”, afirmou.
Novidades do caso Fernanda
O secretário Cláudio Lima disse que mais de 40 pessoas foram ouvidas nos últimos dois meses após o desaparecimento de Fernanda. “Houve avanço na linha de investigação e dentro de 30 ou 35 dias nós vamos ter o resultado apresentado para imprensa”, disse.
Sobre o paradeiro da garota, o secretário afirmou que, diferentemente
do que havia sido divulgados durante as investigações, a última vez que
Fernanda foi vista não foi na saída da escola, mas em um ponto de
ônibus no bairro Alto do Mateus.
Por Jean Ganso, Com Focando a Noticia
