Dizem por aí que ser criança é uma maravilha! Peraí! Estão falando dos filhos e netos da Rainha-mãe, lá da Inglaterra, de filhos de magnatas e coisa do gênero? Ah sim... beleza. Entendi.
Fui uma criança normal, não posso dizer que tudo sempre foi maravilhoso, que não tive meus medos, minhas dúvidas e minhas inseguranças. Ninguém tem uma vida maravilhosa o tempo inteiro. É óbvio que ser criança hoje é mais complicado.
O que a minha geração tinha de bom era uma infância real. Brincadeiras no rio, na chuva, nas árvores, bonecas, bambolês, carrinhos, pé no chão, pulávamos corda e brincávamos de amarelinha riscando as calçadas. As meninas usavam batom e salto alto (da mãe) para se passar por uma linda mulher... Mas tudo brincadeira. Não havia à busca pela sensualidade e sim a vontade de sermos adultos.
Porém, o fato de ser criança de qualquer geração nunca foi, e nunca será um mundo encantado. Criança sofre pra caramba. Criança tem mil medos e uma montanha de inseguranças. Criança não vive num eterno paraíso; se assim fosse, não haveria psicólogos e psiquiatras infantis.
A minha geração é aquela que dormia embalada por historinhas que falavam no bicho-papão, no boi-da-cara-preta, na rosa que morreu despedaçada, no 'cretino' que atirou o pau no gato, no lobo mau que comeu a 'véia'... E bota medo nisso! E ainda levávamos uns 'para-te-quieto' pra ficarmos mais tranquilos na casa dos outros.
Mas, crescemos, deixamos a criança adormecida, e estamos aqui, de vento em popa, alguns com filhos já criados, contando histórias nos blogs, trabalhando, administrando nossos problemas e tentando melhorar alguma coisa.
Hoje, a criança vive grudada na saia da mãe. Rapidamente desgruda, fica rebelde e começam os atritos. Verdadeiros rolos. Principalmente nos shoppings. Sim, porque quando criança quer... QUER! Aí entra uma conversinha na base da psicologia pra ver se substitui o conhecido 'sopapo'.
As crianças de hoje também vivem às turras com os irmãos, primos, colegas de escola... tudo igual, mas com um agravante: são crianças criadas dentro de apartamentos em frente a uma tela de computador, conversando sabe-se lá com quem e dependuradas num celular. Conectadas 24 horas.
É difícil este processo atual de educar; o mundo mudou completamente. Não reconheço a infância nos dias de hoje. Com 13 anos todos querem ser emancipados: baladas e namoricos é o carro-chefe.
As crianças de hoje dormem ao som de noticiosos, ou embaladas ao som de novelas com personagens psicóticos. Almoçam e jantam assistindo a programas de atrocidades, com medo de saírem à rua e com medo de ficarem em casa sozinhas. E a Internet facilitando o jogo... É aquele negócio “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”
A 'turminha' de hoje só conhece o mundo informatizado, os principais brinquedos são o computador e o celular, cheio de joguinhos de guerra, coisas inúteis, sem relevância para suas mentes em desenvolvimento.
Estou convicto de que saí no 'lucro', mesmo com os medos de criança, uns para-te- quieto e alguns rolos que eu mesma armava: fazia lindos bolos de barro, com cobertura de chocolate e salpicado de granulado... E oferecia a quem quisesse dar uma provadinha... Só lembro que alguns adoravam e repetiam. O bolo acabava em dois toques com algumas xícaras de café.
Que DEUS e NOSSA SENHORA APARECIDA ilumine as criancinhas de ontem e proteja as criancinhas de hoje.
Fui uma criança normal, não posso dizer que tudo sempre foi maravilhoso, que não tive meus medos, minhas dúvidas e minhas inseguranças. Ninguém tem uma vida maravilhosa o tempo inteiro. É óbvio que ser criança hoje é mais complicado.
O que a minha geração tinha de bom era uma infância real. Brincadeiras no rio, na chuva, nas árvores, bonecas, bambolês, carrinhos, pé no chão, pulávamos corda e brincávamos de amarelinha riscando as calçadas. As meninas usavam batom e salto alto (da mãe) para se passar por uma linda mulher... Mas tudo brincadeira. Não havia à busca pela sensualidade e sim a vontade de sermos adultos.
Porém, o fato de ser criança de qualquer geração nunca foi, e nunca será um mundo encantado. Criança sofre pra caramba. Criança tem mil medos e uma montanha de inseguranças. Criança não vive num eterno paraíso; se assim fosse, não haveria psicólogos e psiquiatras infantis.
A minha geração é aquela que dormia embalada por historinhas que falavam no bicho-papão, no boi-da-cara-preta, na rosa que morreu despedaçada, no 'cretino' que atirou o pau no gato, no lobo mau que comeu a 'véia'... E bota medo nisso! E ainda levávamos uns 'para-te-quieto' pra ficarmos mais tranquilos na casa dos outros.
Mas, crescemos, deixamos a criança adormecida, e estamos aqui, de vento em popa, alguns com filhos já criados, contando histórias nos blogs, trabalhando, administrando nossos problemas e tentando melhorar alguma coisa.
Hoje, a criança vive grudada na saia da mãe. Rapidamente desgruda, fica rebelde e começam os atritos. Verdadeiros rolos. Principalmente nos shoppings. Sim, porque quando criança quer... QUER! Aí entra uma conversinha na base da psicologia pra ver se substitui o conhecido 'sopapo'.
As crianças de hoje também vivem às turras com os irmãos, primos, colegas de escola... tudo igual, mas com um agravante: são crianças criadas dentro de apartamentos em frente a uma tela de computador, conversando sabe-se lá com quem e dependuradas num celular. Conectadas 24 horas.
É difícil este processo atual de educar; o mundo mudou completamente. Não reconheço a infância nos dias de hoje. Com 13 anos todos querem ser emancipados: baladas e namoricos é o carro-chefe.
As crianças de hoje dormem ao som de noticiosos, ou embaladas ao som de novelas com personagens psicóticos. Almoçam e jantam assistindo a programas de atrocidades, com medo de saírem à rua e com medo de ficarem em casa sozinhas. E a Internet facilitando o jogo... É aquele negócio “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”
A 'turminha' de hoje só conhece o mundo informatizado, os principais brinquedos são o computador e o celular, cheio de joguinhos de guerra, coisas inúteis, sem relevância para suas mentes em desenvolvimento.
Estou convicto de que saí no 'lucro', mesmo com os medos de criança, uns para-te- quieto e alguns rolos que eu mesma armava: fazia lindos bolos de barro, com cobertura de chocolate e salpicado de granulado... E oferecia a quem quisesse dar uma provadinha... Só lembro que alguns adoravam e repetiam. O bolo acabava em dois toques com algumas xícaras de café.
Que DEUS e NOSSA SENHORA APARECIDA ilumine as criancinhas de ontem e proteja as criancinhas de hoje.
Nal do São José (Colunista) |