Na hora da consulta, as explicações que mais ocorrem são a
curiosidade, a vontade de aprimorar o desempenho sexual e o receio de
falhar no momento da relação. No entanto, os comprimidos não apresentam
resultados para grande parte dos homens, segundo Joaquim Claro,
médico-chefe do serviço de urologia do hospital.
“A medicação não é instantânea e muito menos mágica como acreditam os
pacientes. Se o indivíduo já é saudável, o pênis dele não vai ficar
ainda mais rígido após o consumo. Portanto, não vai haver mudança no
desempenho”, afirma o médico.
Joaquim lembra que esses remédios podem desencadear dores de cabeça e
musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos,
até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda
hipertensão e enfarte. Por isso, somente um especialista pode
diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método.
“Os efeitos colaterais são perigosos, mas há ainda o risco da
dependência psicológica. O homem passa a supervalorizar a droga e liga o
seu próprio desempenho sexual ao uso do remédio”, diz. Esta atitude
gera um grau elevado de ansiedade e o paciente fica com medo de não ter
mais relações satisfatórias se não contar com a ajuda medicamentosa.”
Segundo Claro, a prática de atividade física é uma maneira saudável e
eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo. Os exercícios contribuem
com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam
resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas,
além de elevar a autoestima.
Por Jean Ganso, Com Focando a Noticia